Foram fátuas luzes pirilampas fugitivas aquebrantadas que embrionaram no Ciroulas a suspeita da desidoneidade e despertença das mesmas dando-lhe a força cogital de se localizar fisicamente.
- ‘Aralho.. balha-me son martin, meneia essa bufareira oh baca , já me tou a cochilar.-
E foi cum som abafado que tomou de peso morto as pontas rombas de enraivecido sacro de varicosa peida em pleno tecido conjuntivo pubalgico.
De dor local à diasporica dormência, a maleita envolucrou-lhe as miolezas numa terna ideia:
- Seja, procedamos à canzana.
Esgueirou-lhe à bruta o fémur a centro.
E entrou bem, bem demais, já não tinha o luxo do som do visco & vácuo e o bater das carnes era ténue, seria a dor fresca e inconvalescente que o desanimava, ninguém o afirma, daria a parte de fraco mas de frouxo ainda ia disfarçando, por isso e tanto, não lhe acossou a farta carne da pá a ré com o potencial intangível -e muito, diria o próprio- das suas thrusts.
Inclinou-se para espreitar a chanfana em questão como um experimentado mecânico a correr o olhar por qualquer receptáculo com clandestino vazamento.
Sobressaltou-se ca gaita na botija quando ouviu
- Afinfa-lhe com biolência ‘mor.
E o Zé cerrou os dentes.
Entre gemideiras estridentes – um exagero que lhe alçou o sobrolho, parecendo - não quis arriscar uma voz que receou sumida, temerosa a uma laringitezita ambiciosa que um arfar pretensioso lhe ofertou juntamente com um mau hálito gutural. Quando a robusta moça engoliu para renovar os fluidos bocais ele confessou
- Tas sacripanta hoje, ó lúbrica.
Depressa notou a dislexia , encantou-se com este discernimento preterindo a correcção e deixou-se ficar, c’o avesso das pálpebras já a alojar as luzinhas, com retalhos de caras e musicas em amena circulação.
- ‘odasse já tou a sonhar.
Como estava a moça de quatro não o soube opinar, pelo menos de forma a morar nos pavilhões de eustáquio do ze ciroulas na esperança a serem inteligidos.
Culpou a parca luz, uma xana tão grata, laça e desprendida que, seria –lhe o menir cavernoso marsapial, um atrelado, para a foder em descarrilamento a ver se lhe riscava as paredes.
Forçou em expulsar a pestana, mirou aleatória e concisamente para os veios do quarto, bombeando o discernimento para resquícios de razão entrementes comendo a gaja.
- “ao menos que lhe encha o alguidar de langonha, o convidado traz sempre as beveragens..” – pensou.
Em carcomida penumbra duas avelãs torradas como que em queda, tomaram, à vez os seus olhos. O cabraozito do Zé alargou o raio de visão e relampejou fantasmagórico rosto em que as abelãs eram senão mais nem menos humildes e decrépitos olhos.
A descortinança de andrajosa túnica denunciou que o moribundo e gélido semblante deveria ser duma dessas nossas senhoras- há-as para tudo , nossa senhora da boa viagem, para os viajantes, nossa senhora da praia , para os veraneantes, nossa senhora da caganita, para que tal saia escorreita e luzidia, com personalidade, e de parto fácil- e deixou-se desconfortar.
Para o beato leitor que condene já o Zé à heresia blasfema de ultimo grau, não tenho absolutamente nada a dizer.
Mas o Zé é assim, ímpio numa terra tão católica, com tão mui prezada percentagem de governantes pedófilos e tão lapidado media que labuta diariamente formas diferentes de injectar programas da caquinha de conteúdo cultural nulo destinadas ao tempo de lazer da plebe.
Agnosticismos à parte, para além da macabralidade da imagem, incomodavam-lhe a generalidade dos apontamentos visuais de caras presentes, como que juradas da legitimidade da queca.
Epa, a partir daí so se lembrou de cenas caleidoscopais quando, gelado e destapado, se libertou de um sono que partilhava com uma gordalhufa que salivava copiosamente, para além de um decúbito grotesco. Preocupou um baixo ventre macerado mas depois pirou-se.
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